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terça-feira, 30 de outubro de 2012

COE: Ladrão roubando ladrão

Operação Saturação mostra policiais posando de heróis de uma corporação que agrega o crime organizado, a polícia militar de São Paulo, sob chancela do frouxo governador do Esatdo, Geraldo Alckmin.


Por mais esforço que faça o psicopata travestido de comunicador José Luiz Datena (Band - Brasil Urgente) para esconder as roubalheiras dos parceiros pulhas da corporação militar, sempre sobra algo que ele não tem coragem de falar. Desde a madrugada de segunda-feira,29, uma operação chamada Saturação ocupa a comunidade de Paraisópolis e vizinhança na zona sul da cidade de São Paulo. A ideia seria elogiável se fosse para prender os meliantes travestidos de policiais, que se utilizam do brasão do Estado de São Paulo para roubar, matar e ainda julgam-se capaz de efetuar prisões.

Nesta terça-feira, 30, um suposto criminoso foi levado à delegacia depois de tentar subornar um soldadinho do COE (Comando de Operações Especiais). O soldado do COE ganha R$ 6.500, trabalha 24 horas e folga 72 horas. O suposto meliante teria oferecido dois mil reias ao soldado que, em suas palavras aceitou somente 'de fachada' para dar o flagrante, ok. Marcaram encontro com Anderson Godoy que foi preso e portava em seu carro 165 pedras de crack e R$ 500,00 além de 25 cartões de crédito clonados.

É ai onde a honestidade do PM que supostamente não aceitou o suborno dos míseros dois mil reais cai por terra. O PM prefeiu aguardar sua gangue, os bandidos de farda (toda corporação) para ganhar bem mais do que 2 mil. Deram ordem de prisão e o levaram para o 16* DP. Godoy, tinha passagem por tráfico e foi enquadrado no crime de corrupção passiva e levado para o presídio.

O PM furtou 9 cartões dos 25 que estavam na posse do suposto marginal, e sacou R$ 13.750 das contas clonadas, sendo a maioria dos saques feitos nos caixas eletrônicos do Shopping Morumbi. O PM está solto e trabalhando na operação Saturação e posa de herói de uma corporação - que agrega em um todo -, criminosos organizados, sob chancela do frouxo governador Geraldo Alckmin. Sem dúvida, o marginal é muito mais dígno do que qualquer soldado ou comandante da PM ou delegado de polícia, pois não precisam de brasão, são afoitos enquanto a PM rouba e nega o crime. Mata e nega também. Mata e altera a cena do crime. Covardes agem desta forma. (Francisco Martins - frammartins@r7.com).

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