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sábado, 6 de abril de 2024

20 filmes fundamentais do cinema português

Textos de Cátia Diogo, Hannah Dias, Sofia Sequeira, Tomás Maia & etc. 

FILMES

A aldeia e as 4 estações
A ALDEIA E AS QUATRO ESTAÇÕES (1955) Armando da Silva Brandāo; A FÁBRICA DO NADA (2017) de Pedro Pinho; ÁGUA MOLE (2017) de Alexandra Ramires & Laura Gonçalves; ALMADA NEGREIROS VIVO HOJE (1969) de António Macedo; CÂNTICO DAS CRIATURAS (2006) de Miguel Gomes; CAPAS NEGRAS (1947) de Armando de Miranda; GENTE DA PRAIA DE VIEIRA (1970) de António Campos; GENTE DO NORTE OU HISTÓRIA DE VILA RICA (1977) de Leonel Brito; O AUTO DA FLORIPES (1963) de António Lopes Fernandes; 

O MAL-AMADO (1973) de  Fernando Matos Silva; O MOVIMENTO DAS COISAS (1986) de Manuela Serra; O NAUFRÁGIO DO VERONESE (1913) de Invicta Filme; O PARTO (1975)  Produção RTP; ONDE BATE O SOL (1989) de Joaquim Pinto; OUTROS BAIRROS (1998) de Kiluanje Liberdade, Inês Gonçalves e Vasco Pimentel; POUSADA DAS CHAGAS (1971) de Paulo Rocha; RAJADA (1969) de Vasco Branco; REVOLUÇÃO (1975) de Ana Hatherly; TRÊS IRMÃOS (1994) de Teresa Villaverde; VENUS VELVET (2002) Jorge Cramez • Livro inclui bibliografia e filmografia • Imagem de Capa: O MOVIMENTO DAS COISA (1986) • A  LabCom - UBI, a Cinemateca  e Linha de Sombra apresentaram este livro da UBI sobre cinema português no dia 16 de Fevereiro de 2024 ⛵️

segunda-feira, 4 de abril de 2022

"Edward Mãos de Tesoura"

CINEMA/SESSÃO VAGALUME: "Edward Mãos de Tesoura", de Tim Burton, será exibido nos dias 09 e 10/04, às 15h, na Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre.

Para atrair pais e filhos, clássico de Tim Burton com Johnny Depp será exibido na versão dublada. Visitas guiadas pela cinemateca estão incluídas no valor do ingresso e iniciam às 14h. 

DESCONTOS: meia-entrada para municipários e aplicação de todos os descontos previstos em lei (pessoas com mais de 60 anos com carteira de identidade; pessoas com deficiência e um acompanhante, mediante cartão de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social da pessoa com deficiência ou de documento emitido pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS); jovens de baixa renda com comprovante ID e doadores de sangue com carteira de comprovação)

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: livre

EXIGÊNCIA SANITÁRIA PARA ENTRADA NA SALA DE CINEMA: uso de máscara.

IMAGENS EM VÍDEO DO FILME: 

YOUTUBE

Edward Mãos de Tesoura (Cena de Kim Dançando na Neve)

www.youtube.com   Escrito e dirigido pelo premiado cineasta Tim Burton, Edward Mãos de Tesoura será a próxima atração do projeto Sessão Vagalume. Protagonizada por Johnny Depp, a produção será exibida nos dias 9 e 10 de abril, sábado e domingo, às 15h, na Cinemateca Capitólio (Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico, Porto Alegre).  Os ingressos populares custam apenas R$ 4,00 e R$ 2,00, a meia-entrada. 

  Considerado pelo próprio Burton como o melhor filme já produzido pelo diretor, o longa-metragem é uma das obras mais icônicas da década de 1990. Uma espécie de conto de fadas que mescla os gêneros drama, comédia, romance e fantasia. Na trama, Edward (Johnny Depp) é um ser gentil e ingênuo criado por um inventor e que possui lâminas no lugar das mãos. Essa característica dificulta a aproximação do personagem com humanos. Mas o torna um exímio cortador de cabelos. A projeção será realizada na versão dublada, um programa ideal para pais e filhos. 

  Antes das sessões, o público poderá conhecer os bastidores da cinemateca, que abriga uma sala de cinema desde 1928. Os passeios iniciam às 14h e o roteiro inclui a biblioteca, a área do acervo e sala de projeção. É nesse último espaço onde os visitantes podem conhecer o processo de exibição de uma produção em película e ver de perto os famosos rolos de filme. 

  Com o slogan "filmes para crianças de todas as idades", a Sessão Vagalume foi criada em 2019. O programa oferece um circuito alternativo de cinema infantojuvenil, ampliando a programação para essa faixa etária na capital gaúcha. Quem desejar outras informações pode acessar o site www.capitolio.org.br ou as redes sociais do projeto (Facebook e Instagram - @alfabetizacaoaudiovisual).   


 SINOPSE: 

Peg Boggs (Dianne Wiest) é uma vendedora que acidentalmente descobre Edward (Johnny Deep), jovem que mora sozinho em um castelo no topo de uma montanha, criado por um inventor que morreu antes de dar mãos ao estranho ser, que possui apenas enormes lâminas no lugar delas. Isto o impede de poder se aproximar dos humanos, a não ser para criar revolucionários cortes de cabelos. No entanto, Edward é vítima da sua inocência e, se é amado por uns, é perseguido e usado por outros.


QUANDO: 09 e 10/04, sábado e domingo, às 15h. Visitas guiadas a partir das 14h. 

ONDE: Cinemateca Capitólio (Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico, Porto Alegre)

QUANTO: R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia-entrada) - pagamento em dinheiro e pix, a bilheteria abre uma hora antes das sessões. 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS:  Edward Mãos de Tesoura, de Tim Burton (EUA, 1990, 105 minutos). Elenco: Johnny Deep, Winona Ryder e Dianne Wiest. 

Fonte: Assessor de Imprensa Léo Sant´Anna


quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Filme O Grande Pecador Gregory Peck e Ava Gardner

O Grande Pecador (The Great Sinner título original ), traz Gregory Peck e Ava Gardner em atuações apaixonantes. 

O ano é 1980, e Fedja, vivido por Peck, é um jovem e bem sucedido escritor. Ao viajar para França ele conhece Pauline Ostrovsky - divinamente interpretada por Ava Gardner. 

Pauline e seu pai vivem de jogo de cassinos - algo desconhecido até então por Fedja. 


Pauline está sendo forçada a se casar com um bem sucedido gerente de cassino de Wiesbaden. Apaixonado, Fedja a segue em Wiesbaden e mergulha de vez no mundo do jogo onde não somente perderá seu dinheiro mas também a integridade. 

Porém, para salvar sua amada do drástico destino ele está disposto a correr todos os riscos: até mesmo ficar pobre. Mas, será que a senhorita Ostrovsky o aceitará plebeu? Ele segue firme no propósito e luta contra o vício com a mais poderosa arma que um homem pode ter: o amor. 


Para o extraordinário drama, nada melhor do que um elenco estelar: Melvin Douglas, Walter Houston, Ethel Barrymore, Frank Morgan. Roteiro de Ladislas Fodor e direção de Robert Siodmak.


Caracteristicas do DVD: 

preto e branco

Ano produção 1949 - 1.0. E 2.0

Min: 110 aprox. 

Idioma: Inglês

Legendas em português

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

NON: obra-prima de Manoel de Oliveira

NON é uma notável e bem pessoal reflexão do cineasta português Manoel de Oliveira, sobre a identidade e o destino português.


Este é o primeiro filme que a memória da guerra colonial, evocando diversos pontos de viragem da história, e da reflexão sobre o destino de um país, cujos homens quiseram sempre ir mais além, e que depois de 1974 se vê reconduzido às suas fronteiras originais.

Filme realizado em 1990, lançado em 26 de setembro em Cannes, (França). O filme trata da história de Portugal tal como contada pelo Alferes Cabrita aos homens da sua companhia em plena guerra colonial.

Non ou a Vã Glória de Mandar é, acima de tudo, uma obra concebida e criada como uma épica ironia histórica, em que se glorifica e presta homenagem ao espírito de um povo através das suas maiores e mais trágicas derrotas e catástrofes.

 No elenco, Luís Miguel Cintra, Diogo Dória, Rui de Carvalho, Lola Forner entre outros. película, com argumento, montagem e realização de Oliveira, tem participação de Leonor Silveiro.

Um filme essencial sobre os "Non" da História de Portugal. "Non" é uma palavra retirada do sermão do Padre Antônio Vieira que a chamava de "terrível palavra".


DVD: região 9

Ecran: 16/9

Colorido

Duraçao: 108 min aproximadamente.


 By Fram Martins

Mais sobre MO

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Brasa Queimada" filme de Humberto Mauro

Rodado quase todo na cidade de Cataguases, Minas Gerais, esta ficção de Humberto Mauro apresenta a atriz Nita Ney, Luiz Sorôa e Máximo Serrano em atuações apaixonantes. É o cinema mudo do Brasil dando seus primeiros passos. 

Um dos cineastas mais aclamados de sua geração, Humberto Mauro, brindou o público e os cinéfilos com uma obra-prima "Braza Queimada". Realizado em 1928, o filme narra a história do jovem Luiz Soares (Luiz Sorôa), que é enviado à Guanabara (atual Rio de Janeiro) por seu pai, um industrial durão - para estudar . Deslumbrado com a cidade grande, Luiz passa a gastar toda mesada com farras noturnas. Além do mais, ele abandona os estudos. 

Então, arranja um emprego como gerente de uma usina no interior de Minas Gerais, e lá conhece Annita (Nita Ney), a filha do proprietário da usina Carlos Silva, interpretado por Cortes Real. 

Pedro Bento (Pedro Fontol), o ex-gerente, escreve cartas informando da paixão de Luiz por Annita. Imediatamente, o usineiro afasta a filha da direção da usina. Luiz força a barra e tenta mais um encontro. Outra vez, Pedro Bento entra em ação para tentar prejudicá-lo. A apartir dai, uma luta se trava entre os dois. Filme inesquecível da cinematógrafia nacional do mestre Humberto Mauro, que tem início na aristocrática Rio de Janeiro, e migra para a barroca Minas Gerais. 

O filme apresenta os principais artistas da época; Nita Ney, Luiz Soroa, Máximo Serrano, Pedro Fantol, Rosendo Franco, Cortes Real, Pascoal Ciadoro, Haroldo Mauro, Juca de Godoy e Francisco Barros Farias. (Francisco Martins). ESTA obra do cinema mudo brasileiro pode ser adquirida na Lojinha de AgênciaFM: WWW.ARTEECURIOSIDADES.BLOGSPOT.COM

Produção brasileira
Ano - 1928
Preto & Branco 
35 mm
Duração: 97 min aprox. 
Região: todas
Extras: biografias
Depoimento
Legendas: português, Inglês e Espanhol
Áudio: 2.0
Curta " Meus Oito Anos"
No mesmo DVD, um bônus extraordinário "Meus Oito Anos", 1956, baseado no poema de Casimiro de abreu. Toda beleza lírica do poema aliada a sensibilidade de Abreu, encenado em declamação e canto. O curta metragem, cujas imagens são inspiradas nas canções folclóricas e populares, que retratam a zona rural brasileira. Assim, revela o mundo das fazendas, engenhos e usinas e cachoeiras, do interior do Brasil. 
"Meus Oito Anos"
Produção brasileira - 1956
35 mm
Duração aprox. 9 min
Região: todas

segunda-feira, 4 de maio de 2020

DVD - A Sentinela Maldita

Filme de Michael Winner tem o maior elenco de astros e estrelas hollywoodianas já reunido no gênero de terror
Ava Gardner

Impressionante película de Michael Winner (da série Desejo de Matar) traz estrelas do porte de Ava Gardner no papel de uma corretora de imóveis na parte milionária de Manhattan - USA. Um imóvel chamou atenção da bem sucedida modelo Allison Parker (Christina Raines - Pesadelos Diabólicos) que ao se mudar para a nova residência acontecimentos enesplicáveis passam a fazer parte do seu dia a dia. 

Allison, descobre que o apartamento, na verdade, esconde mais do que um grande segredo: tem uma porta que liga o mundo dos vivos ao inferno, de onde emergem horríveis criaturas.  O portão tem como guardião um padre cego que vive recluso no último andar do edifício. 

Este é um dos filmes de horror mais assustadores de todos os tempos. Repleto de estrelas de Hollywood que venceram ou foram indicadas ao Oscar exemplo Chris Sarandon ( A hora do Espanto), Martin Balsan ( Psicose), Jeff Goldblum (A Mosca), John Carradine (As Vinhas da Ira), Christopher Walken (A lenda do  cavaleiro sem cabeça). Jose Ferrer, Arthur Kennedy, Burgess Meredith, Débora Raffin, Eli Walach e Sylvia Miles, também encabeçam esta obra do horror.  O filme tem como base a novela de Jeffrey Konvitz " The Sentinel".



Especificações: 

Acesso direto aos capítulos
Idiomas: dublado em português
Gênero \ Terror 
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 92 min. 
Região: all \ todas
Sinópse, trailler original, biografias
Cor: Colorido

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Adeus Anna Karina morta aos 79 anos



Logo no início de carreira chamou atenção pelos seus belos olhos com pesada maquiagem azul, característica que manteve durante sua carreira

A atriz Anna Karina, uma lenda da Nouvelle Vague, nasceu na Dinamarca, uma das mais aclamadas estrelas do influente movimento Nouvelle Vague (Nova Onda) do cinema francês, morreu de câncer, aos 79 anos, disse sua agente, neste domingo,15.

Anna Karina trabalhou com outros grandes diretores, exemplo Lucchino Visconti, Jacques Rivette e Rainer Werner Fassbiner, e protagonizou algumas das maiores produções em língua inglesa entre o fim da década de 1960 e começo da de 1980. 

Karina  era a musa frequente do diretor Jean-Luz Godard, seu primeiro marido, tendo feito sete de seus filmes, incluindo “Uma Mulher É Uma Mulher”, “O Demônio das Onze Horas” e “Bando à Parte”.

Segundo sua agente Laurent Balandras disse à imprensa francesa que ela morreu em Paris, na companhia do quarto marido, o diretor americano Dennis Berry

sábado, 13 de abril de 2019

Audrey Hepburn faz 90 anos

Bonequinha de Luxo, Audrey Hepbur faz 90 anos: Parabéns


Nascida na Bélgica em 1929, Audrey Hepburn completaria 90 anos em 2019. Tem seu primeiro papel de destaque em 1953, em A princesa e o plebeu, de William Wyler, com o qual recebeu o Oscar de Melhor Atriz e apresentou as marcas do seu estilo de interpretação, de personagens determinadas e impulsivas, e de sua figura delicada e sofisticada. 

Imediatamente participa de uma série de clássicos do cinema com personagens que atestam sua diversidade, como a romântica Sabrina (1954), de Billy Wilder, a beatnik de Cinderela em Paris (1957), de Stanley Donen, a freira de Uma cruz à beira do abismo (1959), de Fred Zinnemann, e a prostituta de Bonequinha de luxo (1961), de Blake Edwards. Continuou a se arriscar em papéis mais dramáticos e difíceis, caso de Infâmia (1961), de William Wyler, e Um caminho para dois (1967), de Stanley Donen.

Ela protagonizou comédias rebuscadas, como Charada (1963), também dirigido por Stanley Donen, e Como roubar um milhão de dólares (1966), seu último trabalho com William Wyler. Em seguida, decide se dedicar ao trabalho humanitário e à vida pessoal, e as aparições no cinema ficam gradualmente mais raras. Seu último filme, anos antes de falecer, foi o romance de Steven Spielberg, Além da eternidade (1989).

No sábado, dia 13/4, um dos filmes mais emblemáticos da atriz, Bonequinha de luxo, será exibido em cópia 35mm na tela externa da Cinemateca.

Endereço: Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Adeus a Stanley Donen,aos 94

Antigo dançarino da Boadway que dirigiu alguns dos maiores musicais de Hollywood, exemplo “Cantando na Chuva”, “Sete Noivas para Sete Irmãos” e “Um Dia em Nova York” fazem parte de sua filmografia. 

Stanley Donen, que ganhou o prêmio honorário do Oscar pelo conjunto da obra em 1998 e impressionou a plateia com uma apresentação imprevista, morreu de ataque cardíaco na quinta-feira (21), em Nova Iorque, segundo o Chicago Tribune, citando um dos seus filhos, Mark Donen.

O último dos três filmes co-dirigidos por Donen e Kelly foi “Dançando nas Nuvens” (1955). Outros musicais dirigidos por Donen incluem: “Funny Face” (1957), com Astaire e Audrey Hepburn; “Um Pijama para Dois” (1957), com Doris Day e co-dirigido pela lenda da Broadway, George Abbott; e “Damn Yankees!” (1958), com Tab Hunter, também co-dirigido com Abbott.

Donen também teve sucesso com outros gêneros, dirigindo a comédia “Bedazzled” (1967), com Peter Cook e Dudley Moore, o romance “Charada” (1963), com Cary Grant e Audrey Hepburn, e a comédia romântica “Indiscreta” (1958), com Grant e Ingrid Bergman.

Musical clássico “Cantando na Chuva” (1952), co-dirigido por Donen ao lado de Kelly, é um clássico de música e dança, considerado pelo Instituto Americano de Cinema, em 2006, como o maior musical já realizado.

Outros trabalhos: “Casamento Real”, dois anos depois, foi o primeiro trabalho solo de Donen na direção, com Fred Astaire atuando ao lado de Jane Powell.

Donen nasceu em 13 de abril de 1924, Colúmbia, Carolina do Sul, EUA, morreu em  21 de fevereiro de 2019, Manhattan, Nova Iorque, EUA. Ele tinha comno companheira, Elaine May, desde 1999. Também foi casado com Pamela Braden - de 1990 a 1994. 

sexta-feira, 20 de julho de 2018

DVD Os Incompreendidos, de Truffaut


Para o jovem parisiense Antoine Doinel a vida não passa de uma complicação atrás da outra. Cercado por adultos sem consideração, incluindo seus pais que não prestam atenção nele, Antoine passa seus dias com seu melhor amigo, Rene, fazendo planos arriscados para melhorar de vida. 

Quando um de seus esquemas dá errado, Antoine acaba tendo problemas com a lei e vai ter que enfrentar as autoridades que não simpatizam com ele. Produção francesa lançada  em 3 de junho de 1959, dirigido pelo extraordinário  François Truffaut. 

Filme tem como ator principal, Jean-Pierre Léaud, que estreou como ator de cinema  aos  15 anos, no papel de Antoine Doinel, um alter-ego do realizador francês François Truffaut, em Os Incompreendidos. Também, Claire Maurier, Albert Rémy e outros. 

A película foi vencedora do Prêmio Melhor Filme Estrangeiro, pelo New York Film Critics Circle, Melhor Diretor no Festival de Cinema de Cannes e Melhor História original e Roteiro indicado à Academia. 

sábado, 16 de junho de 2018

Fred Astaire em "O Caminho do Arco-Iris

Distante de suas glamourosas vestes, o smoking, Frede Astaire aparece maltrapilho e dançando como ninguém. 


Baseado em show de E.Y Harburg, Burton Lane e Fred Saidy, de 1947, "O Caminho do Arco-Íris" pretendia ser sátira das atitudes raciais contra irlandeses e negros _o que era considerada ousado demais para ser filmado antes de 1968. Filme apresenta Fred Astaire, Petula Clark e Tommy Steele em atuações maravilhosas.

Indicado ao Globo de Ouro (melhor comédia ou musical, ator, atriz, coadjuvante e revelação ) e Oscar de som e trilha musical adaptada, o filme apresenta outro problema, que é o elenco de apoio, formidável, particularmente na escolha do galã (Don Francks, que parece estar de peruca) e a menina muda, vivida pela dançarina Barbara Hancock (que nunca mais fez outro filme). A fotografia e as canções, ao menos, são bonitas, como "Look to the Rainbow", "How Are Things in Glocca Morra", "Old Devil Moon" e "If This isn't Love". 

"O Caminho do Arco-Íris" foi realizado após o fim da chamada "era de ouro" do gênero, com Fred Astaire já com idade avançada para a atividade. Foi seu último musical, aliás, além de ser realizado por um cineasta então jovem, que nada tinha a ver com o gênero: Francis Ford Coppola, que depois admitiu que não sabia enquadrar dança, a ponto de cortar os pés de Astaire nas cópias em 70 milímetros. Por isso, trata-se de uma confusão excessivamente longa, de humor esquisito e datado

A edição ganha mérito na apresentação feita por Francis Ford Coppola, legendada, que explica com sinceridade as razões para fazer este filme _sua primeira produção para um grande estúdio.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

DVD: "Quando as Metralhadoras Cospem"

Filme policial/Comédia musical 1h 33m, lançado em 1976, no Reino Unido, com elenco infantil representa a época da Lei Seca de 1920, quando o mafioso Bugsy Malone precisa lutar contra uma gangue rival que deseja tomar o seu território, criando uma nova arma que substitui balas por jatos de creme chantilly. 

Bugsy Malone interpretado por (Scott Baio) "Quando as Metralhadoras Cospem" (título no Brasil)  é um filme britânico de 1976 do gênero musical, dirigido por Alan Parker com um grande elenco infantil.

A história é vagamente baseada nas ações criminosas praticadas por gangsters durante a vigência da Lei Seca nos Estados Unidos, principalmente Al Capone e Bugs Moran. Todos os personagens, contudo, são interpretados por menores de 17 anos. 

Foi o primeiro filme longa-metragem do diretor Alan Parker e a estreia no cinema de Scott Baio que atua ao lado da já veterana Jodie Foster, que ganhou dois prêmios BAFTA por esse papel. No papel principal femino está Jodie Foster como Tallulah, uma adorável criatura, que trava uma luta com Malone, para obter a posse de spluger, uma metralhadora que cospe tortas. 

A película é uma sátira ao ensandecido mundo musical de Nova Iorque dos anos 20. É um dos maios interessantes filmes feito nos anos 70, pelas mãos do mestre Alan Parker, realizador de Fama, Evita, Mississipi em Chamas por exemplo. IMPERDÍVEL!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

DVD: No Turbilhão da Metrópole: com Sylvia Sidney

Filmado em 1931 na transição entre o cinema mudo e o sonorizado, No Turbilhão da Metrópole,  enfatiza a necessidade que Hollywood tem de abraçar a novidade, o cinema falado.

Baseado na obra Elmer Rice (Streer Scene) vencedora do Prêmio Pulitzer, desenrola-se apenas em três dias em um condomínio de Nova Iorque, onde os moradores se ocupam de alta dose de fofoca, traições, crimes.  

Com personagens curiosas onde sobressai-se Rose, vivido por Sylvia Sidney e Sam ( William Collier Jr.), o filme é um cartão postal de King Vidor, que explora através de ângulos exóticos a vida cotidiana dos novaiorquinos de século 19. Walter Miller, Greta Grandstedt, Beulah Bondi, Eleonor Wasselhoeft  e Jane Mercer entre outros formam o elenco competente desta obra-prima de Vidor, produzida por Samuel Goldwyn, antes da fusão para MGM. 

Características do produto

Classificação etária: 12 anos
Ano de produção: 1931\ Estados Unidos
Legendas: português
Gênero: drama
Duração: 79 minutos
Região: todas

quarta-feira, 9 de maio de 2018

"Quando as Metralhadoras Cospem

Filme policial/Comédia musical 1h 33m, lançado em 1976, no Reino Unido, com elenco infantil representa a época da Lei Seca de 1920, quando o mafioso Bugsy Malone precisa lutar contra uma gangue rival que deseja tomar o seu território, criando uma nova arma que substitui balas por jatos de creme chantilly. 


Bugsy Malone interpretado por (Scott Baio) "Quando as Metralhadoras Cospem (título no Brasil)  é um filme britânico de 1976 do gênero musical, dirigido por Alan Parker com um grande elenco infantil.

A história é vagamente baseada nas ações criminosas praticadas por gangsters durante a vigência da Lei Seca nos Estados Unidos, principalmente Al Capone e Bugs Moran. Todos os personagens, contudo, são interpretados por menores de 17 anos. 

Foi o primeiro filme longa-metragem do diretor Alan Parker e a estreia no cinema de Scott Baio que atua ao lado da já veterana Jodie Foster, que ganhou dois prêmios BAFTA por esse papel. No papel principal femino está Jodie Foster como Tallulah, uma adorável criatura, que trava uma luta com Malone, para obter a posse de spluger, uma metralhadora que cospe tortas. 

A película é uma sátira ao ensandecido mundo musical de Nova Iorque dos anos 20. É um dos maios interessantes filmes feito nos anos 70, pelas mãos do mestre Alan Parker, realizador de Fama, Evita, Mississipi em Chamas por exemplo. IMPERDÍVEL!

quinta-feira, 12 de abril de 2018

DVD Pasqualino Sete beleza

Clássico indiscutível da extraordinária cineasta italiana Lina Wertmüller


Na cidade italiana de Nápoles nos anos de 1930, Pasqualino é um jovem mafioso e o único homem de uma família de sete irmãs horrendas (daí o seu provocativo apelido, "Sete Belezas") e uma mãe viúva. Ele busca "respeito" dos seus concidadãos e, ao achar que sua irmã mais velha foi enganada por um proxeneta que a levou para um prostíbulo, mata o homem. Aconselhado pelo chefão Don Raffaele, Pasqualino esquarteja o corpo e o despacha para três cidades, em três malas. Mesmo assim ele é preso mas escapa da pena de morte ao se passar por louco. 

Pasqualino é internado num sanatório onde, com a ajuda de uma médica que sabe que ele é são, sai e entra para o exército que luta na Segunda Guerra Mundial. Ao atravessar a Alemanha de trem fingindo estar ferido para escapar da "Frente Russa", ele deserta e, junto com um companheiro, é capturado pelos nazistas e mandado para um campo de concentração. Ali, ele fará seu maior esforço para sobreviver ao tentar seduzir a sádica diretora do campo. 


Giancarlo Giannini...Pasqualino "Settebellezze" Frafuso
Fernando Rey...Pedro, o anarquista
Shirley Stoler...Comandante do Campo de Concentração
Elena Fiore...Concettina, a irmã de Pasqualino
Piero Di Iorio...Francesco, amigo prisioneiro de Pasqualino
Enzo Vitale...Don Raffaele
Roberto Herlitzka...Socialista
Lucio Amelio...advogado
Ermelinda De Felice...mãe de Pasqualino
Aristide Caporale

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

DVD Dersu Uzala, clássico vencedor de Oscar

O filme conta a história de um explorador (líder de uma expedição de levantamento topográfico na Sibéria) do exército russo, que é resgatado na Sibéria por um caçador nanai (Dersu Uzala) que passa a servir-lhe de guia, dando início a uma forte amizade.

Dersu é um exemplo de humildade e sabedoria, e o filme mostra de maneira poética e sensível as diferenças culturais entre ele e o pesquisador russo. O diretor de fotografia aproveitou ao máximo as imponentes paisagens naturais da Sibéria e as registrou em belas imagens.

Numa das cenas inesquecíveis do filme, Dersu Uzala e o explorador russo se encontram em local aberto, uma estepe, quando uma nevasca os atinge. No frio siberiano (que pode atingir até 60º negativos), o russo se abate, quase que como entregue à morte certa. Dersu o convence a recolher os arbustos da estepe.

Dersu então, continua recolhendo a vegetação rala, que mais tarde se transformará numa pequena cabana, cavada na terra. Uma cena digna das melhores do cinema com relação ao embate entre natureza e sobrevivência.  Produção russo-nipônica, de 1975, vencedora do Oscar de Melhor Filme além do prêmio David di Donatello, italiano. (Na foto, o verdadeiro Dersu Uzala  fotografado pelo capitão Arseniev em 1902-1907). 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Um Filme Falado: Obra-prima de Manoel de Oliveira

Um Filme Falado (2003) do diretor português de Manoel de Oliveira que, pelo título e pela forma, explicitamente ilustra a assumida teatralidade do seu modo de fazer cinema. Filme estrela do John Gavin Malkovich, Catherine Deneuve.

John Gavin Malkovich, Catherine
Deneuve e Manoel de Oliveira
O modo teatral dos seus filmes é manifesto sobretudo desde O Ato da Primavera (1942), mantém-se na sua segunda longa-metragem de ficção, O Passado e o Presente (1971), não sem sofrer o ataque de críticas severas, e só nos seus filmes seguintes – justificado por abundantes considerações teóricas de comentadores e críticos –, é assumido e decididamente cultivado como forma de conteúdo.

Uma professora de história em viagem de cruzeiro pelo Mediterrâneo segue a trama da civilização, vista como utopia do mundo atual. A linguagem criadora de civilização, a contradição de ser português – o mais universalista dos europeus, o único que não fala a própria língua fora do seu país – ilustram a realidade da União Europeia.

Na verdade, o filme encara não a linguagem como ação criadora da civilização, mas sim o conjunto das ações humanas (a linguagem sendo apenas uma delas), sejam elas boas ou más, as fontes criadoras do processo civilizacional. Processo esse não-linear, contraditório e muitas vezes extremamente violento. Nesse sentido é eloquente o diálogo entre a mãe e a filha quando a primeira faz referências às guerras sucessivas, religiosas e econômicas que acabaram por fundar o substrato cultural, não-homogêneo, do continente europeu, em que elementos da cultura greco-romana, árabe e de várias religiões se misturam, e que seus respectivos povos ao longo dos séculos cultivaram. 

A linguagem aparece como elemento contraditório pois ela é, em primeira instância, a marca da diferenciação. Em segunda instância, (quando o processo civilizacional consegue avançar e as pessoas passam a compreender outras línguas que não a sua própria língua) assinala a possibilidade de real integração entre as pessoas e realidades culturais diferentes. O que o filme ilustra é exatamente o momento de ruptura entre os povos, pela incapacidade de se fazerem entender apenas através da língua. Quer comprar?

sábado, 4 de novembro de 2017

"A Caldeira do Diabo" DVD

Filme com base no livro homônimo, do escritor Grace Metalious, que vendeu quarenta mil cópias nos Estados Unidos em apenas dez dias após seu lançamento. Reconhecido por subverter os melodramas hollywoodianos, enfrentou forte censura, mas fez escola ao flagrar a hipocrisia dos habitantes de uma pequena cidadezinha do interior que escondem seus "pequenos" segredos: adultério, estupro e suicídio.

O filme rendeu uma duradoura série de televisão de mesmo nome (com Ryan O'Neal), que se estabeleceu como o primeiro drama tórrido, abrindo caminho para gerações futuras como Desperate Housewives e Twin Peaks. A caldeira do diabo foi o segundo filme de maior bilheteria nos cinemas estadunidenses em 1958. Uma sequência menos famosa para o filme foi lançada em 1961

A história se inicia em 1941, num lugar chamado Peyton Place, na Nova Inglaterra, onde a maioria das pessoas trabalha para uma grande fábrica de tecidos, as crianças estudam numa boa Escola Secundária e as famílias frequentam diversas igrejas, de diferentes religiões.

A então adolescente Allison Mackenzie, que narra a história, vive com sua mãe viúva Constance, que administra uma loja de sua propriedade enquanto uma empregada cuida da casa. A melhor amiga de Allison é Selena, filha da empregada, que vive em uma cabana com seu irmão menor e seu padrasto alcoólico. Seu melhor amigo é Norman, um rapaz reprimido pela mãe opressora. Boa dica para ver em casa no final de semana. 

Elenco

Lana Turner - Constance MacKenzie
Lee Philips - Michael Rossi
Arthur Kennedy - Lucas Cross
Lloyd Nolan - Dr. Matthew Swain
Russ Tamblyn - Norman Page
Terry Moore - Betty Anderson
Hope Lange - Selena Cross
Diane Varsi - Allison MacKenzie
David Nelson - Ted Carter
Barry Coe - Rodney Harrington
Betty Field - Nellie Cross
Mildred Dunnock - Srta. Elsie Thornton
Leon Ames - Sr. Harrington
Lorne Greene - Promotor

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

As Sete Máscaras da Morte

Vingança tramada por ator rejeitado apresenta Price em atuação magistral 


o ator Edward Kendall Sheridan Lionheart, fica furioso,  se sente humilhado em um premiação por um iniciante ter sido escolhido como melhor ator do ano. 

Kendall recebe duras críticas. Ele, que foi dado como morto, decide assassinar o grupo de críticos por vingança. O crime é planejado e embasado em obras de Shakeaspere. O ator  tem ajuda de mendigos para cometer os crimes.

Sua vingança é tramada contra oito críticos londrinos (Londres) que não votaram nele, assim, copiando cenas de morte das peças de Wiliams Shakespeare. 

sábado, 24 de junho de 2017

Assassinato de cineasta Geraldo Junqueira

Acima o cineasta Junqueira e abaixo o
o corretor de imóveis Laércio Luongo

Cineasta morto em 22 de setembro de 1960, Geraldo Junqueira, até os dias atuais a polícia não esclareceu o assassinato. Apesar das torturas e prisões aleatórias feitas pela Polícia Civil, entre as quais de Laércio Luongo e Jacó Bastos, este último chegou a confessar o assassinato mas, a polícia não encontrou nada que o ligasse ao crime.

Bem nascido, Junqueira era filho de tradicional família paulista que depois migro para Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais. O cineasta era polêmico em seus documentários, sendo seu trabalho mais enfático o drama humano e violento dos habitantes e animais do Pólo Norte. Acredita-se isso à conta de algum poderoso insatisfeito. O documentário " KIRONGOZI, o Mestre e o Caçador" faz denúncia sobre os modos cruéis dos caçadores para com os bichos da região.

O assassinato

O misterioso assassinato aconteceu no então isolado loteamento no Morumbi (hoje bairro nobre) na época em que era pouco iluminado e ainda pouca habitação sendo também em terra batida. Aos 30 anos, Junqueira encontrou a morte em uma quinta-feira, sendo seu corpo encontrado logo no dia seguinte. Havia marca de pneus de carro no local do crime, e o luxuosos automóvel do cineasta, um Dauphine, fora localizado no Jardim Europa, há 8 quilômetros de distância do Morumbi. Ou seja, segundo a delegacia de homicídios, o cineasta foi espontaneamente até o Morumbi com o criminoso.

Foram anos de investigações, torturas e vários suspeitos interrogados. Mas, nada de encontrar o assassino de Junqueira. Todos passaram por polígrafo trazido pela família do morto diretamente dos Estados Unidos da América, especialmente de Nova Iorque. O norte-americano, famoso, George Wooley, a maior autoridade na época, examinou um a um dos suspeitos e o veredicto: " Inocentes, eles falam à verdade.

Todos os esforços para encontrar o (os) assassinos do cineasta encontrava eco no porão do DEOPS (Delegacia de Ordem Pública Social), que cedeu os aparelhos de tortura desde os Cavaletes (Pau de Arara) para pendurar os suspeitos de cabeça para baixo até às máquinas de choques elétricos.

Jacó, 32 anos, não suportou, e logo, confessou o crime de Junqueira. Já o corretor de imóveis Luongo, 30 anos, casado e pai de dois filhos pequenos, jamais cedeu às cessões de tortura. Ele suportou por uma semana de tortura, sendo levado às pressas ao hospital, veio a morrer dias depois nos braços de ma~e. Seu corpo estava coberto por marcas de torturas. Para disfarçar, melhor tentar justificar os ferimentos, a Divisão de Homicídios da Cidade de São Paulo, disse que " Laércio Luongo havia capotado o carro". A mentira durou pouco e a verdade veio à tona.

Em depoimento no ministério público, Jacó Bastos disse que confessou a sua participação no crime para não mais ser torturado. Disse também que, nem ele nem Luongo mais tiveram algum tipo de contato com o cineasta, conforme afirmara a Polícia Civil. Resultado: até a data desta matéria, o criminoso continua solto. O então, morreu de forma natural sem ser perturbado pelas autoridades. (Francisco Martins com Edson Flosi, em 13\11\1980).