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terça-feira, 30 de junho de 2009

Museu do Marajó

Não somente o legado marajoara, mas a história da formação do caboclo regional e lendas como o boto estão em exposição permanente.


Fundado em 1972 pelo padre italiano Giovanni Gallo [in memorian] na cidade de Santa Cruz do Arari, no Pará. Em 12 de dezembro de 1984 abre às portas para visitação pública e, instala-se definitivamente no prédio de antiga indústria de extração de óleo vegetal, na mesma cidade. O museu tenta resgatar a dívida da OLEICA. A prefeitura de Cachoeira do Arari, em ato do então Prefeito Edir de Souza Neves, doou uma área destinada às atuais instalações de apoio - Fazendola, Capela de São Pedro, Casa do Artesanato, Escola Oficina além de um terreno onde está prevista a construção da Casa da Cerâmica, da Casa da Cultura e um hotel, de onde sairia o sustento do Museu, que nasceu como uma sociedade civil sem fins lucrativos, que visa o desenvolvimento da comunidade Marajoara através da cultura. Entre essas culturas encontram-se a cerâmica marajoara, legado dos ancestrais indígenas com suas peças utilitárias e decorativas. Os Marajós eram exímios no artesanato em barro e confeccionavam todos os utensílios desde vasilhas, potes, urnas funerárias, apitos, chocalhos machados, bonecas, cachimbos, estatuetas, porta-veneno para as flechas, tangas - tapa-sexo usado para cobrir as genitália das moças, as únicas não só na América mas em todo o mundo, feitas de cerâmica.

Durabilidade

Visando aumentar a resistência do barro os Marajós agregavam outras substâncias minerais ou vegetais: cinzas de cascas de árvores e de ossos, pó de pedra e concha e o cauixi-uma esponja silicosa - que recobre a raiz de árvores permanentemente submersas. As peças eram acromáticas, sem uso de cor na decoração somente a tonalidade do barro queimado, e cromáticas. A coloração era obtida com o uso de engobes, barro em estado líquido e pigmentos de origem vegetal como urucum para o tom vermelho, para o branco o caulim, e para o preto o jenipapo, além da fuligem e do carvão. As peças eram queimadas em forno de buraco ou em fogueira a céu aberto. Então, receberia uma espécie de verniz obtido do breu do jutaí, uma espécie de resina que propicia um acabamento lustroso.
Negrito
Legado para artesãos

Legado marajoara é inspiração para artesãos do Brasil e América Latina. Mais do que uma forma de artesanato, a cerâmica marajoara é uma das melhores heranças dos índios que habitaram a região. Seus desenhos diversos, a utilização da semente do urucum para dar o tom avermelhado das peças, cuja técnica é pesquisada por artesãos tanto do Brasil quanto do exterior. Durante escavações na ilha foram encontrados resquícios de peças que datam de 890 a. Cristo e as mais recentes do século XVIII. A maior parte do acervo marajoara se encontra no Museu de Marajó, localizado na Cachoeira de Ariri, 70 quilômetros distante de Salvaterra {91-3741-1202}. O museu é uma fonte de pesquisa tanto para estudantes quanto para artesãos em busca de um trabalho original igualmente as peças expostas.

Museu do Marajó
Av: Avenida do Museu, 1983
{0xx91 /3758-1102}

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