
Morales e Chavez calaram Lula em Viena, antes estrela de qualquer evento europeu.
VIENA -ÁUSTRIA(AgênciaFM) - O presidente boliviano e líder de esquerda, Evo Morales [foto - Reuters] deu início a sua primeira visita à Europa como presidente nesta quinta-feira,11, em seus discurso falou grosso ao Brasil.
Com promessa de encerrar o que ele chamou de séculos de "pilhagem" estrangeira em seu país, Morales aprticipou da cúpula de líderes europeus e da América Latino em Viena. Ele não se mostrou disposto a indenizar companhias estrangeiras que atuam
na Bolívia, como a brasileira Petrobras entre outras, pela nacionalização de suas operações na Bolívia em 1o de maio. "Por mais de 500 anos nossos recursos naturais foram saqueados e nossas matérias-primas exportadas. Isto tem de acabar agora", disse Morales, que venceu as eleições de dezembro prometendo usar os recursos naturais do país para ajudar a maioria pobre, ou seja, está cumprindo promessas de campanha. As empresas estrangeiras deverão apenas ser indenizadas por ativos expropriados pelo Estado, mas não pela perda de concessões de operações desde
que elas tenham recuperado seus investimentos via lucros, acrescentou ele. A nacionalização trouxe tensão para as relações com Brasil e Argentina,
cujos governos mantinham laços cordiais com Morales, bem como para o
relacionamento com companhias petrolíferas estrangeiras.
O encontro na sexta-feira, 12 também vai se referir ao desenrolar da decisão do
presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de deixar a Comunidade Andina de Nações
(CAN). Isso atrapalhou efetivamente as negociações comerciais planejadas entre o
bloco e a União Européia. A Venezuela está irritada com as conversas comerciais entre os membros da comunidade andina Colômbia, Peru e Equador e os Estados Unidos, cuja influência Chavez repudia.
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