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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

IA poderá matar humanos até 2030, diz Jacob Coxon

Jacob Coxon acusa Anthropic e OpenAI de estarem a correr para criar sistemas de inteligência artificial capazes de se aperfeiçoarem sozinhos. Colega da Anthropic estima risco de extinção superior a 10%. 


Um investigador da Anthropic demitiu-se e deixou um alerta sobre os riscos do desenvolvimento acelerado da inteligência artificial, nomeadamente que os próprios especialistas que estão a criar estes sistemas acreditam que a tecnologia poderá chegar a provocar a extinção da humanidade antes do final da década.

Jacob Coxon, que trabalhou durante três anos em investigação de pré-treino na Anthropic e na OpenAI, anunciou a saída da empresa nas redes sociais e acusou as duas gigantes de estarem numa corrida para desenvolver sistemas de superinteligência capazes de melhorar as suas próprias capacidades.

"Nem uma nem outra empresa está a agir de forma responsável. Estão a correr diretamente para uma superinteligência que se melhora a si própria e a jogar com as nossas vidas", escreveu Coxon.


O investigador acrescentou que "as pessoas que estão a construir IA acreditam sinceramente que ela poderá matar-nos a todos até ao final da década". Segundo Coxon, o risco é conhecido internamente, mas a competição entre as empresas estará a levar os responsáveis a continuar o desenvolvimento para evitar que os concorrentes cheguem primeiro.


As declarações de Coxon foram reforçadas por Evan Hubinger, investigador da Anthropic responsável por uma área dedicada ao alinhamento da inteligência artificial. (Agência FM / Sapo.PT)


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