CINEMA - ESTREIA - Farrel e Wahlberg vivem pai e padrasto em disputa insana em “Pai em Dose Dupla”
Com virtude até que boa “Pai em Dose Dupla” e atuação acima da média dos atores Will Farrell e Mark Wahlberg, que estão em lados opostos na trama, uma disputa entre padrasto e pai biológico. O filme envereda por clichês, alguns estereótipos e convenções de comédias populares. Tem piadas boas e outra bem ruins. Porém, mais do que a dupla de estrelas, é o apelo de seu tema que já garantiu quase 140 milhões de dólares em um mês em cartaz nos Estados Unidos.
Farrell interpreta o pacato Brad, funcionário de uma rádio de jazz – algo usado aqui como mais um fator depreciativo da personalidade dele – que acabara de se casar com a bela Sara (Linda Cardellini uma mulher sem decisão.
Após meses de desprezo por parte dos filhos de sua esposa, Brad parece estar perto de conquistar o apreço de Megan (Scarlett Estevez, servindo como um bom alívio cômico) e Dylan (Owen Vaccaro). Até porque, por ser considerado estéril, ele se desdobra no papel de paizão das crianças que considera como suas.
Tendo em mãos um Will Farrel bem mais controlado e um Mark Wahlberg apenas abusado, fora da sua imagem de valentão, Anders obtém melhores resultados quando aposta na comicidade de situações ilógicas do que no pastelão, em especial, o humor físico extrapolado.
A verdade é que, “Pai em Dose Dupla” expõe e aumenta o ridículo das ações de quem está em situação familiar semelhante e, em particular, do comportamento masculino.

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