Exposição para redescobrir o rei Herodes em Israel e tentar provar guerra por território acontece em Israel.
JERUSALÉM, ISRAEL - Em meio a um túmulo com "péssima imagem pública", é o centro de uma grande exposição no Museu de Israel, com achados arqueológicos sobre o rei. A exposição com origem na Cisjordânia e Autoridade Palestiniana, recebe criticas que encararm como uma tentativa de usar a “arqueologia para justificar as reivindicações de Israel sobre o território”.
A mostra inaugurada nesta quarta-feira,13, denominada Herod the Great: The King’s Final Journey, inclui bustos e estátuas, frescos, mosaicos e as termas romanas de um dos palácios de Herodes, mas a sua peça mais importante é mesmo a reconstrução do mausoléu de Herodes, que inclui a peça que os peritos identificam como o seu sarcófago – em calcário vermelho, decorado com rosetas e palmetas, minuciosamente reconstituído. As peças agora exibidas são o corolário do trabalho da vida de Ehud Netzer, que trabalhou o sítio arqueológico do Herodium ao longo de 40 anos e onde descobriu, em 2007, a câmara que acreditava encerrar o túmulo de Herodes.
No texto de apresentação da exposição, o museu descreve Herodes (que reinou, segundo os historiadores, entre 37 a.C. e 4 d.C. ) como “o maior construtor de Israel e uma das figuras mais controversas da história judaica”. Nesse contexto, tem primado a história contada no Evangelho segundo São Mateus e que mais se associa a Herodes (embora contestada por alguns historiadores), que indicam que, a verdadeira história, pode ter sido perpetrada pelo seu filho também chamado Herodes. A exposição reflete, com ajuda de outras peças que não as encontradas recentemente no Herodium, a sua influência na região. Exposição fica em cartaz no museu de Jerusalém até 5 de Outubro. (Francisco Martins \ O Publico.pt). mais: www.imjnet.org.il
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