O fotógrafo Flavio Forner esteve entre 2 e 19 de dezembro viajando pelo sertão da Bahia, ocumentando o drama humano da seca e o seu impacto na economia e na paisagem da região.
Forner percorreu cerca de 2 mil quilômetros e visitou municípios que estão entre os mais afetados pela estiagem prolongada, considerada a pior em quatro décadas. Gado em Vera Cruz. O pouco pasto que resiste à seca é disputado pelos mais fortes, e os mais fracos acabam morrendo. Cachorro morto em um sítio na região de Ipirá, onde alguns agricultores deixam seus sítios fechados e outros os colocam à venda devido à seca.
Seca
Muitas famílias deixam suas terras para buscar recursos em outros municípios.Em Iaçu, o uso de água salobra tem provocado cálculo renal e hipertensão nas pessoas que não possuem outra fonte potável. Neste período de seca, outro problema é o consumo de água contaminada com fezes de animais, que provoca diarreia. Agricultor veste grossas camadas de roupa, apesar do calor, para se proteger do forte sol da região de Andaraí.
A chuva registrada na Bahia no final de dezembro não foi suficiente para reverter os estragos da que é considerada a pior estiagem a atingir o semiárido no interior do Estado nas últimas quatro décadas. De acordo com a Coordenadoria da Defesa Civil do Estado, 259 municípios baianos permanecem em situação de emergência devido à seca, que afeta nessas localidades quase 3 milhões de pessoas.
O prejuízo à economia ainda pode chegar a R$ 7,8 bilhões, segundo estimativa da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb). A falta d'água está prejudicando as pequenas lavouras de subsistência e castigam os rebanhos bovinos, caprinos e ovinos.
O prejuízo à economia ainda pode chegar a R$ 7,8 bilhões, segundo estimativa da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb). A falta d'água está prejudicando as pequenas lavouras de subsistência e castigam os rebanhos bovinos, caprinos e ovinos.
A viagem de Forner começou em Salvador. Da capital baiana, o fotógrafo seguiu até Valença, cidade procurada por muitos sertanejos em buscam uma oportunidade de renda com o turismo, e Camamu, outro polo de atração de moradores do interior à procura de trabalho e alimentos. A seguir, na jornada do município de Mutuípe a Iaçu, passando por Amargosa, os sinais mais evidentes da seca começaram a aparecer, com o gado sendo tocado pelas estradas por pastores em busca das poucas áreas ainda disponíveis com vegetação. (Fontes: BBC Brasil \ FraMartins).
Matéria Completa: http://formasemeios.blogs.sapo.pt/tag/atualidades
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