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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Fotógrafo Flavio Forner: jornada 2 mil km na Bahia



O fotógrafo Flavio Forner esteve entre 2 e 19 de dezembro viajando pelo sertão da Bahia, ocumentando o drama humano da seca e o seu impacto na economia e na paisagem da região.

Foto: Flavio Forner
Forner percorreu cerca de 2 mil quilômetros e visitou municípios que estão entre os mais afetados pela estiagem prolongada, considerada a pior em quatro décadas. Gado em Vera Cruz. O pouco pasto que resiste à seca é disputado pelos mais fortes, e os mais fracos acabam morrendo. Cachorro morto em um sítio na região de Ipirá, onde alguns agricultores deixam seus sítios fechados e outros os colocam à venda devido à seca.

Seca

Muitas famílias deixam suas terras para buscar recursos em outros municípios.Em Iaçu, o uso de água salobra tem provocado cálculo renal e hipertensão nas pessoas que não possuem outra fonte potável. Neste período de seca, outro problema é o consumo de água contaminada com fezes de animais, que provoca diarreia. Agricultor veste grossas camadas de roupa, apesar do calor, para se proteger do forte sol da região de Andaraí.

Raimundo, sertanejo afetado pela seca tocando seu gado no sertão em Iaçu. Foto: Flavio Forner
A chuva registrada na Bahia no final de dezembro não foi suficiente para reverter os estragos da que é considerada a pior estiagem a atingir o semiárido no interior do Estado nas últimas quatro décadas. De acordo com a Coordenadoria da Defesa Civil do Estado, 259 municípios baianos permanecem em situação de emergência devido à seca, que afeta nessas localidades quase 3 milhões de pessoas.


O prejuízo à economia ainda pode chegar a R$ 7,8 bilhões, segundo estimativa da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb). A falta d'água está prejudicando as pequenas lavouras de subsistência e castigam os rebanhos bovinos, caprinos e ovinos.
A viagem de Forner começou em Salvador. Da capital baiana, o fotógrafo seguiu até Valença, cidade procurada por muitos sertanejos em buscam uma oportunidade de renda com o turismo, e Camamu, outro polo de atração de moradores do interior à procura de trabalho e alimentos. A seguir, na jornada do município de Mutuípe a Iaçu, passando por Amargosa, os sinais mais evidentes da seca começaram a aparecer, com o gado sendo tocado pelas estradas por pastores em busca das poucas áreas ainda disponíveis com vegetação. (Fontes: BBC Brasil \ FraMartins).

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