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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Tecnologia do bambú

Ida à China define plano de trabalho do Centro de Tecnologia em Bambu

De quarta-feira, 31, até 11 de novembro, uma comitiva brasileira viajará à China para negociar o plano de trabalho do Centro Sino-Brasileiro de Tecnologia do Bambu. O documento vai nortear as ações dos governos brasileiro e chinês nos próximos cinco anos dentro da cooperação bilateral, oficializada pelo memorando de entendimento assinado durante visita da presidenta Dilma Rousseff ao país asiático em abril de 2011.

O grupo, coordenado pelo governo federal, reunirá representantes dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Educação (MEC) e Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/Mapa), de instituições de ensino e pesquisa do Acre e de São Paulo e de Minas Gerais. O Centro Sino-Brasileiro de Tecnologia em Bambu compreende a construção de centros de educação e pesquisa, que atuarão em rede, em ambos os países. Entre as iniciativas, estão previstos intercâmbio de pesquisadores, a realização de seminários e o compartilhamento de resultados alcançados durante as pesquisas.

Projeto no Acre

O primeiro instituto brasileiro que atuará no âmbito da cooperação já está definido: um centro vocacional tecnológico (CVT) a ser construído no Acre, estado que concentra a maior floresta nativa de bambu do país. O MCTI e o MEC investirão ao todo R$ 2 milhões no projeto. O objetivo é implantar ações de pesquisa aplicada e extensão tecnológica no município de Xapuri, para valorização, desenvolvimento tecnológico e manejo sustentado do vegetal como produto agrossilvocultural, capaz de suprir as necessidades ecológicas, econômicas, sociais e culturais do estado. Espera-se beneficiar diretamente 200 famílias, 10% do total das que habitam a Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, abrangendo uma área aproximada de 970 mil hectares.

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