
Mais novo filme do diretor e presidiário Roman Polanski tem inspiração no primeiro ministro inglês, Toni Blair. ‘O Escritor Fantasma’, estreia em circuito nacional, exala uma certa tensão silenciosa, que vai crescendo aos poucos.
Ele está no melhor de sua forma, como em "O bebê de Rosemary" ou "Chinatown". Utiliza-se de um jogo hitchcockiano na aparência e na forma, com uma direção eficiente, que valeu-lhe o prêmio na categoria no Festival de Berlim de 2010. O filme foi todo rodado na Alemanha, pois Polanski além de cumprir prisão domiciliar na Suíça, está proibido de entrar nos Estados Unidos da América, apresenta Ewan McGregor no personagem título transitando entre o ingênuo útil. Um escritor medíocre com apenas um único livro no currículo, a biografia de um mágico "Vim, Serrei e Conquistei". Ele não tem família e nem passado, e praticamente sem amigos, é a pessoa certa para retomar a biografia abandonada de um ex-primeiro-ministro inglês, Adam Lang, vivido por Pierce Brosnan.
O escritor toma para si a função não somente colher o depoimento e passá-lo para o papel, mas ‘limpar’ a vida do político. O personagem principal reinicia o trabalho abandonado e, ao terminar a leitura do monte de papéis, faz careta. O ex-primeiro-ministro e sua mulher, Ruth, interpretado por Olivia Williams e sua secretária, Amélia, Kim Cattrall, junto com uma comitiva de seguranças ficam numa casa à beira-mar num pequeno vilarejo da costa dos Estados Unidos. Enquanto na Inglaterra, o obscuro passado de Lang vem à tona. Suas peripécias políticas e fatos envolvendo referências ao Iraque, tortura e a CIA, algo muito semelhante com o mundo real.É a vida escrita de forma mais conveniente como muitos políticos, especialmente os brasileiros, gostariam de ser biografados.
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