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quinta-feira, 26 de março de 2009

Museus: Havana, Cuba

Acervos dos museus cubanos devem ser vistos com reservas, abordam assuntos variados e com boa vontade até pode-se aprender um pouquinho.


O Museu da Revolução poderia até ser chamado de museu Bric a brac pois gira em torno de três personagens: os irmãos Fidel e Raul Castro e o herói deles Che Guevara. Se deixarmos de lado isso, alguns momentos divertidos estarão garantidos. Os museus não tem curadoria decente para melhor expor os detalhes e organização do instrumento. O magnífico acervo fotográfico fica perdido sem identificação entre outras peças. Entre as fotografias raras estão as lendárias mulheres revolucionárias cubanas. Em um anexo, o Memorial Granma [jornal a serviço da família Castro] mostra o armamento militar como helicópteros e tanques adquiridos na União Soviética.
O prédio foi residência de presidentes como Fulgêncio Batista [1901-1973], que foi deposto pelo também ditador Fidel Castro. A arquitetura colonial espanhola apresenta no interior do prédio ambientes rococó e até a inesperada sala de espelhos uma inspiração clara inspiração no Palácio de Versalhes, em Paris. O ingresso é um dos mais caros do mundo se comparado ao acervo de outras instituições.

Refúgio, n*1, Havana Velha -
diariamente das 10h00 às 17h00
Valor - R$ 9,00



Real Fuerza

Segundo os cubanos o prédio La Real Fuerza [ acima] teria sido erguido no século XVI. O local também teria funcionado como um armazém dos tesouros, um imposto que as colônias sul-americanas tinham de pagar para a coroa Espanha. Localizado na Plaza de Armas bem diante da Baía de Havana Velha, está bem conservado e é todo cercado por grades e fossos. Exemplares de moedas corrente na época em Cuba colonial, placas gigantescas de ouro e de prata chamam atenção, sendo que muitas dessas peças foram encontradas no fundo do mar em 1980, fruto de embarcações naufragadas na região.

Mural - pintura

Este Museu da Pintura Mural é mais uma mostra de que o corte das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos da América, não foi salutar para a ilha de Fidel. O ‘Museu’, que funciona na casa do século XVI a mais antiga da capital, segundo os cubanos é mais uma mostra da falta de cultura museológica de Havana. O mais interessante são as paredes do prédio que foram descascadas para realçar os afrescos de séculos passados. Um bom acervo fotográfico disputa atenção com fragmentos de paredes de outras residências. Para os mais românticos aconselha-se as varandas superiores da casa como um local poético devido a vista parcial da velha Havana.

Calle Obispo, s/n
diariamente das 10h00 às 18h00 - grátis

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