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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Rua quer ser chique outra vez

Rua Santa Ifigênia antiga residência dos barões do café completa 200 anos em abril. Um projeto de revitalização em toda sua extensão de 800 metros, 3 mil lojas deverá começar logo.

A babel dos produtos eletrônicos em São Paulo, a caótica Rua Santa Ifigênia deverá ganhar cara nova ainda este ano. A proposta é de que as obras de revitalização comecem em março, para comemorar o bicentenário. Os comerciantes locais e a prefeitura estão de acordo e prometem presentear a rua, transformando-a em um bulevar moderno. As obras terão início na Igreja e segue até a Avenida Duque de Caxias, região central da cidade. Desde 1940 que a rua revende eletrônico, e durante a semana 50 mil pessoas passam por dia, e aos sábados o número dobra.
A rua localizada no bairro da Cracolândia [termo criado pelo jornalista Francisco Martins em 1996 no Jornal Folha da Noite], é a única a ter dois projetos de reforma e deverão se complementar. O projeto da prefeitura inclui-a entre as 16 ruas e avenidas que ganharão recuperação prevista no projeto Nova Luz para 16 ruas. Já um projeto particular criado pela Câmara dos Lojistas [CDL] da rua, que representa 3 mil lojas, é um projeto do arquiteto Márcio Lupion, responsável pela reurbanização da homenagem dos cem anos da imigração japonesa, no bairro da Liberdade. O projeto já foi aprovado pelo secretário de Sub-prefeitura Andréa Matarazzo, e encontra-se sobre a mesa da diretora da Emurb, Regina Monteiro.

Século passado /mudanças

Charme do século passado, essa é uma das propostas para a via. Os donos de lojas estão se mobilizando para investir no próprio projeto de reurbanização. A intenção deles é que a reforma seja verdadeira e não apenas " um tapa' do governo municipal. Querem o alargamento das calçadas, de 2,3 para 4 metros, e também trocar o piso. Segundo Robinson Ares, atual presidente da DCL e 40 na região " queremos recuperar o charme que a Rua Santa Ifigênia tinha nas décadas do século XX", Ares. Algumas das medidas são as reformas das fachadas sem interferir nas características históricas de cada imóvel. Plantação de 100 árvores ciprestes, haja vista que em toda sua extensão não tem uma única planta. Transformar a via em um bulevar é uma das solicitações dos comerciantes que querem a rua somente para pedestres. As fachadas deverão ser dotadas de placas estilo art noveau, década de 40. Para dar identidade às lojas, todas terão portas iguais. Vale ressaltar que 80% dos imóveis da localidade são tombados pelo patrimônio histórico.

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