Tina Modotti foi uma das mulheres mais fascinantes de todo o seu tempo. Como fotógrafa ou como revolucionária sempre fez questão de retratar a realidade da maneira complexa e concisa como via. Morreu solitária.
Também foi nessa época ao visitar uma mostra de arte moderna e fotografia que Tina se encantou com "Robo" (Roubaix de l’Abrie Richey), um jovem pintor e poeta que viria a ser seu amante por muitos anos. Alguns anos mais tarde ela conheceu Edward Weston, já renomado fotógrafo, e trabalharia como sua modelo fotográfica por muito tempo. Com a morte de seu pai Giuseppe, ela decidiu aprender a arte da fotografia com Weston, que jamais se negou a ajudá-la, e muito lhe ensinou. Tina e Edward viajaram para o México, e lá assumiram sua paixão mútua publicamente. Coincidência ou não, o trabalho de Tina passou a evoluir como fotógrafa, principalmente nos anos em que ficou trabalhando sozinha, quando Weston precisou voltar à Califórnia. Fez várias mostras de seus trabalhos, e o seu talento sendo igualmente comparado ao seu mestre Weston.
Política, crime e amor

No final dos anos 20 Tina teve o primeiro contato no mundo da política. Influenciada pelas idéias de liberdade propagadas pelo seu círculo de amizades, e recebendo incentivo por parte do jornal El Machete, também o próprio Partido Comunista, onde ela se tornaria sua ativista futuramente. A partir daí, no ano de 1929, Weston e Tina produziram 200 fotos sobre arte religiosa e folclórica mexicana para ilustrar o livro ‘Ídolos por trás dos altares’, de Anita Brenner. Devido ao longo e árduo tempo desse trabalho, o relacionamento dos dois veio a terminar, fazendo com que Tina se focalizasse na fotografia revolucionária. Passou então, retratar as desigualdades sociais e outros aspectos que emanavam essa mensagem. E era cada vez maior seu envolvimento com o Partido Comunista. Dentro do partido ela encontraria não só um novo amor, mas um grande problema.
Se envolveu amorosamente com Júlio Antônio Mella, um dos maiores e mais importantes ativistas revolucionários da América Latina, e conjuntamente tiveram ideais em comum. Mas a personalidade desafiadora de Mella, fazia dele um colecionador de desafetos, e ele veio a ser assassinado e o crime acabou por respingar por muito tempo na vida de Tina Modotti. Depois de falsas acusações e exageros por parte da imprensa, Tina acabou por ser inocentada. Isso a deixaria em profunda depressão, então, Tina passou a se envolver cada vez mais no meio ativista e do Partido Comunista, na tentativa de esquecer o que aconteceu em relação a Mella; e aos poucos foi abandonando a fotografia. Na década de 30 Tina foi banida do México, e mergulhou de cabeça nos ideais revolucionários. Trabalhou avidamente em missões para o Comitê na Europa fascista nos tempos do stalinismo e desempenhou um importante papel na Guerra Civil Espanhola. No anos de 1939 ela voltou ao México, e solitária, sem apoio da imprensa ou de membros do partido, morreu na Cidade do México em 5 de janeiro de 1942.
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