Populares tentam tirar armas das mãos de soldados do exércitoRio de Janeiro [AgênciaFM] quarta-feira, balas traçantes riscaram o céu no Centro, quando traficantes enfrentaram homens do Exército e da PM que participam da ocupação no Morro da Providência. O confronto foi no alto da favela e aterrorizou moradores e motoristas. Criminosos disparavam de um ponto estratégico em direção a uma base do Exército na Rua Barão da Gamboa com Beco da Barão, onde os militares haviam colocado um caminhão e barricada feita com tonéis e cavaletes. Para escapar do ataque-surpresa do tráfico, soldados se esconderam atrás de muro de escola. Outros militares revidaram e o confronto foi pesado, obrigando carros e ônibus a voltarem rapidamente pela contramão na Rua Barão da Gamboa.Cerca de cem moradores desceram o morro para fazer protesto contra o Exército. Às 22h, eles atravessaram o Túnel João Ricardo e caminharam em direção ao Comando Militar do Leste (CML), na Central do Brasil. Os manifestantes acusavam os militares de supostos maus-tratos. Pouco depois, quando começavam a voltar à favela, outro grupo de 50 pessoas seguiu para o local e o protesto foi reiniciado. Janaína Melo, grávida, teria se ferido ao rolar de escadaria durante o tiroteio. O tenente-coronel Haddad, do Exército, ouviu de uma moradora que duas idosas teriam sido agredidas por militares com socos e tapas no rosto durante o tiroteio, que durou cerca de uma hora, com três intervalos. Segundo os manifestantes, soldados também teriam batido de casa em casa, ordenando que as luzes fossem apagadas, e atirado em postes, deixando o alto do morro às escuras.
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