PARIS [AgênciaFM] 17 de março - O crescente número de protestos nos últimos dias já preocupa o presidente francês, Jacques Chirac, que pediu nesta quinta-feira, o reinício do diálogo para evitar que a revolta estudantil dos últimos dias se transforme em um protesto incontrolável, ao mesmo tempo em que o país se prepara para uma grande jornada de manifestações no sábado. Horas depois dos protestos contra o novo contrato trabalhista destinado aos menores de 26 anos terem provocado confrontos entre a polícia e jovens violentos em Paris e outros pontos da França, o chefe de Estado apelou à responsabilidade de todos. Nesta sexta-feira, mais de 50 universidades, de um total de 84, estavam bloqueadas ou parcialmente em greve. "Neste momento da crise, já não se trata de saber se estamos contra ou a favor do CPE, mas de como sair deste beco sem saída. Cada dia que passa a idéia de que a França pode reformar-se parece mais distante", lamenta um editorial do jornal Le Figaro. O ponto mais polêmico do CPE, que envolve apenas os menores de 26 anos, concede aos patrões o direito de demitir os jovens nos primeiros dois anos de trabalho sem qualquer justificativa. Segundo uma pesquisa publicada pelo jornal Le Parisien, 68% dos franceses se opõem atualmente ao CPE, apadrinhado pelo governo do primeiro-ministro Dominique de Villepin, que assiste impotente às manifestações.Entre 70 e 80 cidades foram cenários de protestos contra o CPE na quinta-feira. Um total de 250 mil estudantes, segundo a polícia, e de 500 mil, segundo os organizadores, saíram às ruas de toda a França para protestar na quinta-feira. Apenas em Paris, a manifestação reuniu 33 mil pessoas, de acordo com os números oficiais, e 120 mil segundo os organizadores. Fontes informam que policiais, 187 pessoas foram detidas em Paris na quinta-feira, das quais 77 permanecem em prisão provisória. Também foram abertos 104 inquéritos por roubo com violência, ataques contra agentes ou porte de armas. "São delinqüentes, muito violentos, que integram movimentos radicais, autônomos e anarquistas que só querem atacar a polícia e que as manifestações piorem", afirma o chefe de polícia de Paris, Pierre Mutz.
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