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quinta-feira, 30 de abril de 2009

“A Janela” do cineasta argentino tem como tema a velhice

O premiado Carlos Sorín já realizou bons filmes como "Histórias Mínimas"2002, "O Cachorro"(2004), Carlos Sorin retorna com uma história um tanto minimalista.
"A Janela" é o drama mais recente do cineasta, que estreia com louros do prêmio Fipresci ( Federação Internacional dos Críticos) do Festival de Valladolid – Espanha. A película entra em cartaz no país nesta quinta-feira,30, filme que tem ecos explícitos em filme como "Morangos Silvestres" ,de Ingmar Bergman, 1957. Antonio Larreta, é o protagonista e interpreta o velho escritor, aproveitando seus prováveis últimos dias de vida. Preso à cama, e, dependente de remédios aliados a fragilidade de seu corpo, contrasta com a acidez de seu espírito, que tenta absorver toda natureza à sua volta. O velho espera ansiosamente a volta do seu único filho, um pianista famoso, interpretado por (Jorge Diez).

Carlos Sorin segue seu estilo e não fornece muitas explicações, como o por que da causa desse distancioamento entre pai e filho. Tão pouco se sabe sobre a mulher dele, falecida há muito tempo. Na casa, duas empregadas vividas por Maria Del Carmem Jiménez e Emilse Roldán, aumentam os mistérios que Sorín insiste em não dar dica ao telespectador. As duas revezam-se na atenção constante ao velho. É um filme cheio de silêncios e lacunas. Portanto, para aproximar-se do estilo utilizado por Sorin nessa película, o espectador deverá ter atenção e entregar-se aos misteriosos tipos imaginados por Carlos Sorín.

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