Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Villa-Lobos: 150 anos

Pipocam concertos, lançamentos de discos e recitais de Londres a Tókio fazendo parte do cinquentenário do compositor brasileiro, uma popularidade quase unânime. Isso é fruto da preocupação com identidade cultural e musical existente no período.

Em 17 de novembro de 2009 comemoram-se o cinquentenário da morte do compositor carioca Heitor Villa-Lobos, uma das unanimidades, e, eventos já acontecem: De Tóquio a Londres incluindo as principais capitais brasileiras. Villa-Lobos nasceu em 5 de março de 1887, no Rio de Janeiro. No ano de 1900 escreveu sua primeira composição "Panqueca", peça para violão solo como uma homenagem para sua mãe Noêmia. No ano de 1913 casou-se com a também pianista Lucila Guimarães. Em 1920, começa a compor a série de choros, 14 no total, para diversas formações.

Na década de 1920 viajou para Paris divulgando sua obra e se apresentou ao lado de um dos maiores violinista da época, o espanhol Andrés Segóvia. Os registros contam uma curiosa história quando de sua ida para Paris: O compositor já estava atrasado para apresentação por aproximadamente duas horas, o que deixava a plateia parisiense irritada. Ao chegar foi logo dizendo: antes que comecem a vaiar-me vou explicar-lhe o que aconteceu. O avião que trazia-me precisou fazer um pouso forçado na aldeia de Xingu. Estava eu já dentro de um caldeirão prestes a ser devorado pelos índios. Eis que pedi para um dos presentes colocar uma peça de minha autoria para tocar. Então, o chefe deles conhecia minha música. Se não fosse isso eu não estaria aqui para me apresentar para vocês. Obrigado, vamos começar”, falou Villa-Lobos. Artigo Completo em Formas&Meios
EDITORIAS:

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

1º Prêmio Teatro de Dança

Espetáculo vencedor do 1º Prêmio Teatro de Dança será anunciado no dia 23 de novembro Somente um dos 12 finalistas receberá o cheque de R$ 30 mil




A Secretaria de Estado da Cultura, por meio do TD - TEATRO DE DANÇA, sob gestão da APAA (Associação Paulista dos Amigos da Arte) e apoio do Sesc São Paulo, anuncia, no dia 23 de novembro, às 20h, na sede do Teatro de Dança, o espetáculo vencedor da primeira edição do PRÊMIO TEATRO DE DANÇA. Após votação popular, realizada por meio de urnas distribuídas em teatros e centros culturais de 32 cidades do Estado de São Paulo, chegou-se a 12 finalistas que concorrem ao prêmio de melhor espetáculo de dança de 2009 e levam um cheque de R$ 30 mil como premiação. Os finalistas são (em ordem alfabética): · Ares Familiares, da Caleidos Companhia de Dança (São Paulo);· Crendices, Quem Disse?, da Companhia de Danças de Diadema (ABC/São Paulo);· Dance No Teatro De Dança, noite especial dança de salão, com a participação de Vitor Costa, Karina Carvalho e Andrei Udiloff (São Paulo);· De. Gelo, da Siameses Companhia de Dança (São Paulo);· Dolores, da Mimulus Companhia de Dança (Belo Horizonte);·
O Quebra-Nozes, da Cisne Negro Companhia de Dança (São Paulo);· Por Instantes De Felicidade, da Quasar Companhia de Dança (Goiânia);· Sair Pro Mar, do Ballet Stagium (São Paulo);· Serenade Gnawa, da São Paulo Companhia de Dança (São Paulo);· Tango Sob Dois Olhares, da Raça Companhia de Dança;· Três Coreografias, da Natura Essência Companhia de Dança (Santos);· Vem Dançar, da Cisne Negro Companhia de Dança (São Paulo). Criado em 2008 pelo Governo do Estado de São Paulo, o PRÊMIO TEATRO DE DANÇA tem como finalidade estabelecer um canal de comunicação entre públicos e artistas, traçar um mapeamento de obras e plateias de espaços de difusão da dança, além de fortalecer e incentivar a produção dessa arte em todo o estado.


A cerimônia do dia 23 de novembro reunirá convidados da área de dança, artistas das companhias concorrentes e os conselheiros do PRÊMIO TEATRO DE DANÇA: Celso Curi, Regina Muller, Jorge Vermelho, Edison Paes de Melo, Simone Avancini, José Possi Neto, Sueli Silveira e Cássia Navas. No programa, haverá uma apresentação especial do espetáculo Noiva Despedaçada, da keyzetta e cia. “O desafio deste Prêmio foi colocar à prova um modelo de enquete que escutasse o campo da dança por meio de seus públicos, em formato construído ao longo destes doze primeiros meses”, afirma Cássia Navas, doutora em dança (UNICAMP), especialista em gestão e políticas da cultura e também consultora do TEATRO DE DANÇA. A ação envolveu 137 companhias/grupos e 168 espetáculos. {Artigo de Márcia Marques , completo em EDITORIAS:


Serviço:

Prêmio Teatro de Dança – noite de premiação 23 de novembro de 2009, às 20 horas
TD - Teatro de Dança
Avenida Ipiranga, 344 - Subsolo, Edifício Itália, São Paulo, SP, Brasil
Telefone da bilheteria: 2189 2555
Informações: 2189 2557 Capacidade: 278 lugares
Estacionamento: R$ 15,00 com manobrista
Ar-condicionado e Acessibilidade para pessoas com
necessidades especiais http://www.teatrodedanca.org.br/


Informações para imprensa: Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques - (11) 3798 9510 / 2914 0770/ 9126 0425
http://www.canalaberto.com.br/

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Vale do Cariri: Ceará

A região do Cariri é rica em artesãos que vão do popular ao gótico passando pelas gaiolas feita em canabrava por Antônio Nascimento para aprisionar cancão, canário cuja técnica foi herdada dos indígenas aos traforistas.


Na terra de padim padre Ciço, Juazeiro do Norte, sul do estado do Ceará, dezenas de artesãos trabalham e comercializam suas peças através do Centro de Cultura Popular Mestre Noza, um escultor e xilogravurista regional já falecido. Desde de outubro de 99, que o CCPMN, recebe consulta do Programa de Artesanato do Conselho da Comunidade Solidária. A intenção é valorizar os aspectos da artesania local, aventar com novas opções de comercialização além de criar embalagens resistentes as longas distâncias.

Não somente Juazeiro do Norte mas também os municípios de Crato e Nova Olinda, abrigam um grande contingente de artistas artesãos do Vale do Cariri. A maioria deles se utilizam do entalhe na madeira de imburana para retratarem imagens sacras, animais entre outros motivos. Uma boa parcela trabalham com reciclagem como latas usadas, aparas de vidros e folhas-de-fladres, e, em com menos intensidade é a atividade em barro cosido. Os mercados populares, especificamente o mercado José Teófilo Machado, oferecem uma gama de produtos como lamparina, radares em metal e madeira, brinquedos de lata, e as tradicionais grinaldas feitas em pano, papel e lantejoulas para ornar altares.

São centenas de barracas com artesanatos de vários tipos que vão além das hábeis tesouras nas mãos das grinaldeiras. Fitas, organdi, papel acetinado e arames para dar sustentação à estrutura da peça que é usada em casamento; flores-de-santo vão parar nas capelas domésticas na festa do Sagrado Coração de Jesus {Corpus Christi} , no final de junho. O tráforo também é utilizado no artesanato regional do Cariri. Seus representantes, Francisco Modesto Sales e Cícero José dos Santos, que aprenderam a arte de perfuração há mais ou menos 20 anos com um monge italiano, de nome Noé que surgiu por lá. Com serrinha nas mãos, a frágil chapa de compensado é perfurada rapidamente pelos artesãos, e logo, transforma-se em oratórios ou imagens góticas do escultor Manuel Graciano Cardoso e seus dois filhos, Cícero e Francisco que através da imburana retratam também grupos musicais da região.


Já os fladeiros trabalham com produtos mais decorativos e utilitários. Miniaturas de automóveis ou barcos ricos em ornamentação e detalhes; coroas de flandres, luminárias de querosene e elétricas e raladores de metal. As flores-de-santo, de Rosana Bezerra, os barcos de José Maurício dos Santos e os barcos de Olavo Souza são legítimos representantes desse gênero de artesanato local.

Clã Celestino

O clã dos celestinos, os mais conhecidos escultores em madeira do Juazeiro do Norte, contribuem com vários tipos de objetos escultóricos como os apitos eróticos de José Celestino da Silva. Zulmira Celestino da Silva também usa a imburana para retratar motes folclóricos e animais. José Ferrira da Silva [1937-2000], pernambucano, se instalou no Ceará na década de 60, e foi um dos pre-cursores do mamulengo articulado, em imburana. Apegado ao local, retrata inambu, juriti, rolinhas. O avô dos celestinos, trabalhava cabos de espingardas para colecionadores, uma arte quase lúdica.

O mais jovem integrante da família Celestino, Antônio Ferreira da Silva, xilogravurista, é também a figura polêmica da região cearense. Formado em letras, assim como suas poesias são polêmicas também as esculturas. A sociedade local não digere bem seus temas de difícil aceitação. O escultor mostra a miséria de forma expressionista. As obras beiram ao escombroso, sempre recorrendo a uma pitada de erotismo surreal.

Agência FM agradecimento:
www.operaprima.com.br


Sábado, Novembro 14, 2009

Agnes Ayres


Mostra sobre a mais representativa cantora lírica paulistana com atuação nos teatros brasileiros e europeus.

Exposição sobre o legado da cantora lírica paulistana Agnes Ayres. A exposição acontecerá a partir do dia 19/11, sendo que, as 15h00 haverá apresentação da versão da ópera Fosca, de Carlos Gomes, reproduzida pela TV Cultura em 1973, com Agnes Ayres representando Délia. "Agnes, a Voz de Ouro", poderá ser visto no Museu do Teatro Municipal, e todo o material da mostra foi selecionado por Márcio Sgrécia, diretor do museu e por Eduardo Pereira de Oliveira, sobrinho da soprano, falecida em 2008 aos 83 anos.

Troféus, medalhas, adereços, fotos e programas de algumas óperas compõem e exposição. Agnes Ayres, além de bela presença cênica era dona de ótimo timbre de soprano. Ela atuou em teatros brasileiros e europeus nas décadas de 1950 a 1070. Contracenou com cantores renomados como o brasileiro Assis Pacheco, Tito Gobbi, Giusepe di Stefano, italianos, e com o norte-americano Leonard Warren.

Serviço

Museu do Teatro Municipal {embaixo do Viaduto do Chá
centro -São Paulo}

Visitação: de 19/11 até 23/12/2009
De terça à domingo - das 10h00 às 17h00
Grátis


Mito tocará no Piano na Praça


Precursor do samba soul no Brasil, Dom Salvador, apresenta-se em um dos mais celebrados clubes de jazz de Nova Iorque.


Piano na Praça apresentará nome referência no samba sou. Dom Salvador é uma das figuras de referência quando se fala de samba soul no Brasil. Ele entrou para o cenário musical no início de 1960, primeiramente ao conhecer o produtor Hélcio Milito e depois ao tocar na boate Lancaster, ponto de encontro dos apreciadores de jazz, em São Paulo, e no afamado Beco das Garrafas, reduto de talentosos cantores da MPB e bossa nova, no Rio de Janeiro. Sua mistura de funk, soul e jazz o levou a integrar vários grupos como Rio 65; Salvador, Copa e o Abolição - somente com músicos negros.

Morando há 32 anos nos Estados Unidos, Dom Salvador, fala com satisfação de sua apresentação na Praça Dom José Gaspar, centro de São Paulo, às 16h00. Segundo o músico, será uma semelhança do trabalho que faz em Nova Iorque, no River Café - um dos principais clubes de jazz novaiorquinos, onde ele toca desde chegou aos Estados Unidos. O trabalho será bem intimista, diferente do repertório que costuma mostrar quando se apresenta no Brasil com seu grupo. O repertório foi escolhido especialmente para as comemorações do dia da Consciência Negra. Pixinguinha, Milton Nascimento, Dorival Caymmi e compositores ícones da música negra norte-americana além de composições próprias dão o tom intimista do soul e jazz de Dom Salvador.


Lobato Acarahyba

No mesmo dia, abrindo o show para Dom Salvador, às 15h00, o pianista Lobato Acarahyba mostrará seu repertório pontuado pelo blues e o jazz. No programa musical de Acarahyba, nomes influentes como Chick Corea e Herbe Hancock.

Piano na Praça: Praça Dom José Gaspar
Centro - São Paulo

Lobato Acarahyba - dia 21/11, às 15h00

Dom Salvador - 21/11, às 16h00