Atraso,
prepotência e filosofia da inutilidade fizeram parte do lançamento
de folhetim da mostra de Bel Falleiros
Para início
de conversa é preciso que alguém informe a expositora, Bel
Falleiros e o curador da mostra Paulo Miyada, que não são eles
astros da pop music. A educação cabe em qualquer lugar, até mesmo
na Caixa Cultural. Eles trataram o público de forma grotesca, a
começar por uma não explicação do atraso de uma hora cometido pela equipe toda. Normalmente, os lançamentos de catálogos
ocorrem a partir das 11h00. Neste sábado, 18, o horário foi
alterado sem justificativa da expositora para 12h00. O atraso é
compreensivo.
O que não se pode aceitar é a prepotência dos dois,
expositora e curador pretenderem encobrir a incompetência, cometendo
mais grosserias. Mediante fatos como estes, nos permite lidar com no
mínimo duas duas conotações: A primeira incompetência de sua
produtora \ equipe. A segunda, a prepotência pela simples
prepotência. Igualmente aos movimentos invasivos, colocaram cadeiras
no corredor que dá acesso aos elevadores, atrapalhando quem
pretendia ver outras exposições. Tudo isso em nome de uma palestra
que mais parecia um cão girando em torno do próprio rabo. Nem os
autores das inconsistentes figuras penduradas na parede - equivocadas
esteticamente - tinham autenticidade no que falavam pois precisavam
de anotações para falar do tema.
Guerra de egos ?
O alter ego
da 'dupla' ofuscou as camadas das colagens cuja técnica deixa a
desejar. Alguém com mais talento já fez melhor. Segundo a
expositora Berlim, São Paulo, Nova Iorque teriam sido as megalópoles
inspiradoras para suas 'descobertas'. Em sua mente, ela mata de
inveja Cristovão Colombo. De acordo com o folhetim da mostra lançado
sábado, 18, " ... desenhos ágeis, valendo-se de recortes,
materiais coletados e diversos recursos manuais visando traduzir
percepção e devaneios". Tai, devaneios não faltaram, tanto de
Falleiros quanto de Miyda. "Estamos ensinado o mundo a ter mais
percepção", disse Miyda. A equivocada palestra pode ser
traduzida como "uma ode a filosofia da inutilidade".
Falando e ouvindo coisas desconexas, aos poucos, as duas dezenas de
figurantes saltaram deste barco sem timoneiro. Todos os seguranças
reclamaram da atitude da expositora ao ocupar o hall de passagem.
Mas, nenhum teve a hombridade de abordá-la. ' Isso é coisa da
administração', disse um dos seguranças. Assim, o Centro Cultural
não passa da casa da mãe Joana.
O Centro
Cultural da Caixa precisa deixar de lado velhos hábitos como
'panelinhas', subserviencia aos amigos dos amigos do gerente,
favorecimento dos assessores de imprensa a pseudos artistas.
Urgentemente necessitam aposentar de uma vez por toda os editais de
cartas marcadas. Não é a Caixa quem paga as mostras e os shows
entre outros eventos, mas, os contribuintes que, se quer tomam
ciência do que lá é mostrado. (Francisco Martins).
Caso queira
verificar esta e outras mostras, "Sobre Ruínas, memórias e
monumentos" fica em cartaz até dia 16 de fevereiro.
Praça da Sé,
111 - centro - São Paulo\SP
Horários:
Terça a domingo das 9h00 às 19h0.
55 \ 11 -
3321-4400
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